O país e o estado que queremos se definem nas urnas

Companheiros e companheiras, no dia 4 de outubro, Sergipe e o Brasil estarão diante de uma escolha. E nós sabemos que escolha tem consequência. O nosso voto pode ser decisivo para o futuro que nos espera e ele precisa ser classista!
Quem vive do trabalho sabe disso. Sabe que quando atacam o serviço público, atacam também os nossos empregos e o futuro das nossas famílias.

Quando entregam o patrimônio do povo, alguém sempre ganha muito – e nunca é quem está na ponta, trabalhando todos os dias. Quando transformam água em mercadoria, quem paga a conta é sempre o trabalhador e a população.

Por isso, não podemos olhar para uma eleição como quem escolhe simplesmente um nome ou outro na urna e aperta o confirma. Estamos falando de Sergipe e do Brasil que queremos deixar para os nossos filhos.

A história recente da privatização parcial da DESO está diante dos nossos olhos. Nós avisamos. Nós fomos para as ruas. Enfrentamos os privatistas. Dissemos que entregar o saneamento à iniciativa privada colocaria empregos e o próprio serviço público em risco. E hoje vemos trabalhadores atingidos e uma população que continua cobrando respostas porque os serviços não melhoraram.

E nunca é demais lembrar daqueles que foram nossos algozes e foram a favor da privatização, no Governo do Estado e na Assembleia Legislativa. É preciso lembrar de seus nomes e dar a resposta necessária nas urnas, não votando em nenhum deles.

Precisamos votar com consciência. Consciência de quem vive do próprio trabalho. Consciência de classe. Consciência de quem sabe que riqueza natural, empresa pública e direitos conquistados devem ser valorizados.

No Brasil, os ataques à nossa soberania e às nossas riquezas deixam claro que o que está em disputa são dois projetos distintos: aquele que defende um país soberano e justo e um outro, que deseja entregar a nação de bandeja ao imperialismo estadunidense, colocando o Brasil de joelhos e o seu povo à mercê da exploração e da subordinação ao capitalismo predatório ianque.

É preciso resistir! E decidir!

Companheiros e companheiras, não entreguemos nossa consciência a discursos bonitos, promessas vazias ou falsas soluções. Olhemos a história. Olhemos quem esteve ao lado dos trabalhadores quando foi preciso lutar e quem defende de fato o povo. Olhemos quem defende o nosso patrimônio e quem quer entregá-lo a preço de banana aos EUA.

No dia 4 de outubro, cada trabalhador fará sua escolha. Que ela seja consciente. Porque o voto e as eleições passam, mas as consequências das escolhas ficam.

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