Novo plano de saúde da DESO não foi dialogado e prejudica os trabalhadores
A decisão unilateral da direção da DESO de mudar o plano de saúde da ASSEC para a GEAP, sem qualquer diálogo com os trabalhadores e com o SINDISAN, criou um clima de revolta. Na cláusula quadragésima nona, que trata exatamente do tema no Acordo Coletivo de Trabalho, diz que a DESO “manterá um Plano de Saúde para os seus empregados, dependentes e agregados, conforme critérios já negociados entre a Diretoria Executiva e o SINDISAN”.
Essa cláusula deixa claro que a Companhia junto com trabalhadores e o sindicato vão estabelecer critérios, de forma conjunta e dialogada, para implementação do plano de saúde. Mas, para início de conversa, o principal critério deve ser que o trabalhador possa assumir financeiramente o custo desse plano, o que não acontece com o plano de saúde da GEAP, e a empresa não teve essa preocupação.
Para o SINDISAN, a troca abrupta da ASSEC para a GEAP sem qualquer negociação com o sindicato configura uma alteração contratual lesiva para a categoria e fere cláusula do ACT. Manifestamos profunda preocupação com a nova estrutura de coparticipação oferecida, pois a suposta economia no valor da mensalidade com a GEAP é completamente neutralizada com a coparticipação e, em muitos casos, onera enormemente o trabalhador, já que serviços essenciais como internação, terapia e fisioterapia, que antes não tinham custo para o associado, passarão a ter com o novo plano.
Caso a direção da DESO não reveja essa situação de inviabilidade financeira para os trabalhadores manterem esse plano, a direção do SINDISAN buscará as medidas cabíveis para defender os direitos dos trabalhadores da DESO.
